Servidora da Justiça Eleitoral destaca importância do debate sobre gênero

Servidora da Justiça Eleitoral destaca importância do debate sobre gênero

Servidora da Justiça Eleitoral destaca importância do debate sobre gênero

Servidora da Justiça Eleitoral destaca importância do debate sobre gênero

Assessora do TSE e integrante de movimento de mulheres explica diferença entre sexo e gênero e pede respeito à diversidade

Falar sobre gênero e sexualidade é parte da construção do respeito à diferença. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a eliminação das desigualdades de gênero é determinante para a construção de uma sociedade inclusiva e equitativa.

E como parte integrante dessa construção por igualdades, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está na vanguarda do reconhecimento e respeito a essa diversidade. E este é o tema do debate da última live da série “Mulheres Debatem”, nesta sexta-feira (26).

Mas qual é a diferença entre sexo e gênero? A assessora da vice-presidência do TSE, Polianna Santos, que também e fundadora do projeto Visibilidade Feminina, uma iniciativa independente de promoção e auxílio ao empoderamento feminino, responde ao questionamento pela ótica da abordagem do direito à cidadania.

Ela explica que sexo é a identificação biológica inserida no DNA no momento do nascimento, sendo classificado como feminino (par de cromossomos XX) ou masculino (XY). Para Polianna, o gênero não se refere exclusivamente à composição do DNA da pessoa, mas, sim, à forma como ela se identifica e se reconhece.

“Na base da democracia, há sempre o reconhecimento do respeito à diversidade e à pluralidade social. “Independentemente de sexo ou gênero, todas as pessoas têm o direito de exercer a sua cidadania da maneira como ela se enxerga no mundo”, ressalta.

Pioneirismo

Polianna lembra que o TSE é pioneiro no reconhecimento e respeito a essa diversidade. Ela destaca que o Tribunal permite a inclusão da identidade de gênero e do nome social no Cadastro de Eleitores desde 2018. “Muitas pessoas no planeta vivem essa realidade e sofrem preconceito. A rigor, os espaços da Justiça e da política não têm sido muito acolhedores”, aponta a assessora, destacando que é papel da Justiça Eleitoral esclarecer servidores e mesários para que saibam atender da melhor maneira possível a todos os eleitores, candidatos e cidadãos.

Linguagem

“Linguagem é poder”, afirma Polianna ao elogiar a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aprovada em fevereiro deste ano. A resolução tornou obrigatório o emprego da flexão de gênero para nomear profissão ou demais designações na comunicação social e institucional do Poder Judiciário. Segundo ela, a norma vai levar à elaboração de manuais de linguagem não sexistas, como mais uma maneira de buscar a igualdade de gênero.

Apelo

Como mulher, servidora pública e integrante de um projeto que promove o empoderamento da mulher, Polianna faz um apelo para que todos respeitem a diversidade humana. “Vamos buscar conhecer e entender um pouco mais e pensar nesta temática com esse olhar de humanidade, sem fazer uma leitura discriminatória que submete outras pessoas à sua régua. Não temos direito, nem o poder de medir o mundo a partir da nossa visão. Há muitas pessoas diferentes no mundo. A pluralidade e o que cada um tem para somar são os fatores que garantem a riqueza da nossa sociedade”, conclui.

fonte:https://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse

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