Campanha estimula hábitos saudáveis para as crianças

Campanha estimula hábitos saudáveis para as crianças

Campanha estimula hábitos saudáveis para as crianças

Campanha estimula hábitos saudáveis para as crianças

Alimentação adequada, atividade física e brincadeiras sem TV, celular ou videogame são atitudes importantes para prevenção do excesso de peso

Campanha estimula hábitos saudáveis para as crianças – A obesidade infantil é um problema mundial de saúde pública a ser vencido. Dados do Ministério da Saúde mostram que 3 a cada 10 crianças de 5 a 9 anos estão acima do peso. Por isso, pela primeira vez, o Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (13), uma campanha de prevenção e controle da obesidade infantil, para alertar e orientar as famílias sobre a importância da formação de hábitos saudáveis para que a criança se torne um adolescente e um adulto com saúde. Promover saúde, crescimento e desenvolvimento das crianças, para que elas alcancem todo o seu potencial é prioridade do Governo Federal.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, fez o lançamento da campanha durante o XV Encontro Nacional de Aleitamento Materno (XV ENAM); V Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (V ENACS); III Conferência Mundial de Aleitamento Materno (3rd WBC) e I Conferência Mundial de Alimentação Complementar (1st WCFC), que acontecem simultaneamente no Rio de Janeiro (RJ). Na ocasião, o ministro também apresentou a nova versão do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos.

O Brasil avança nas ações e estratégias que fazem parte desse esforço de cuidar do bem-estar e qualidade de vida das crianças brasileiras e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta acrescentou que novos esforços são bem vindos. “Nós vamos atrás das grandes metas. Também é preciso avançar no Congresso Nacional a regulamentação que melhora as condições para que as cantinas escolares sejam saudáveis. As escolas são outro ponto fundamental de apoio para que a gente possa ter uma melhor oferta de alimentos e que a cultura da alimentação saudável seja progressivamente incorporada”, pontou o ministro.

Marcio Atalla, professor de educação física e especialista em nutrição, é o embaixador da Campanha da Prevenção e Controle da Obesidade Infantil. Reconhecido por estimular os hábitos que levam ao bem-estar, gravou vídeos para redes sociais para destacar a importância dos três pilares: alimentação saudável; atividade física e; brincadeiras sem TV, celular e videogame. “O Ministério da Saúde está agindo para que o país tenha uma população infantil mais saudável com boa qualidade na alimentação”, destacou Atalla, o embaixador da campanha.

O excesso de peso entre crianças brasileiras é uma preocupação para pais, profissionais de saúde, governo e sociedade. Os brasileiros mudaram a forma de se alimentar. A população passou a consumir menos alimentos naturais, como frutas e verduras, e aumentou o consumo de alimentos ultraprocessados (alimentos com altas quantidades de sal, gordura e açúcar).

Vários estudos mostram associação do consumo de alimentos ultraprocessados com excesso de peso. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) 2018 revelam a frequência de consumo de alimentos ultraprocessados no dia anterior é de 49% em crianças de 6 a 23 meses e de bebidas adoçadas em 33% para crianças de 6 a 23 meses, chegando em 68% entre crianças de 5 a 10 anos. Nessa mesma faixa etária, observa-se uma frequência de 62% de consumo de macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados, no dia anterior.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), de 2013, já trouxe os dados que chamam atenção para o problema ao mostrar que 32,3% das crianças menores de dois anos consomem refrigerantes e sucos artificiais e 60,8% consomem biscoitos, bolachas ou bolo

Mais atividade física e menos exposição à TV, celular ou videogame

O padrão de prática de atividade física também sofreu mudanças negativas ao longo dos anos. De 2001 a 2016, o Brasil foi um dos países com maior prevalência de atividade física insuficiente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças menores de 1 ano façam até 30 minutos de atividades físicas diárias, como engatinhar, movimentar os braços e ficar de barriga para baixo. Crianças de 1 a 2 anos devem fazer até 180 minutos de atividades por dia. Entre 3 a 4 anos, os mesmos 180 minutos por dia, sendo que 60 minutos devem ser de atividades físicas moderadas ou vigorosas.

Já as crianças maiores de 5 anos devem fazer 60 minutos por dia de atividade física de intensidade moderada. O tipo de atividade vai variar de acordo com a idade da criança. As práticas de atividades físicas são muito importantes no combate à obesidade infantil, mas também é preciso reduzir o tempo em comportamento sedentário, que para crianças, na maioria das vezes, acontece em frente a telas de computador, televisão, smartphones e tablets.

Dados nacionais, mostram que somente 24% das crianças e jovens relataram ficar 2 horas ou menos por dia em frente a telas. São fortes as evidências dos efeitos negativos do tempo prolongado em comportamento sedentário e isso ocorre independentemente de a pessoa alcançar as recomendações de atividade física. Ou seja, mesmo que as recomendações sejam cumpridas, se o tempo em frente às telas não for reduzido, os efeitos negativos podem permanecer, anulando ou se sobrepondo aos positivos. É necessário, sempre que possível, que os pais estimulem essas práticas, incluindo mais atividade física e menos comportamento sedentário na cultura familiar.

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